Pequena pausa

25 maio

Olá pessoal,

Primeiramente obrigado pelo apoio que foi demonstrado; fiquei feliz de saber que não estou sozinho no mundo.

Estou com a vida pessoal meio enrolada, tão enrolada que nos próximos dias o reembolso deixou de ser prioridade. Mas até o fim da semana espero trazer novas notícias.

Fiquem no aguardo.

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Consegui (ou quase)

24 maio

A primeira coisa (útil) que fiz no dia foi pegar o telefone e ligar para o simpático analista nível 2. Ele não pôde atender no momento, segundo a secretária eletrônica, mas tão logo larguei o telefone ele tocou e, adivinhem quem era?, sim era o analista.

Segundo ele, há a possibilidade do notebook ser enviado sem o sistema operacional, mas não o que já cruza os oceanos esperando um dono aqui em Terra Brasilis, e sim outro. Portanto, se eu quiser um notebook sem Windows 7 terei que baixar o facho, cancelar meu pedido e aguardar o envio do novo notebook. Dado que o produto é importado, isso fica na casa dos 30 dias úteis, ou seja, um mês e meio. Tempo pra caramba.

A minha segunda reação — a primeira foi pronunciar um “cacete, melhor desistir disso” mentalmente — foi perguntar ao analista se haveria uma forma de compensar tal atraso fazendo-se uso de uma outra modalidade de envio às minhas custas mesmo. Trocando em miúdos: se tiver um frete mais rápido, talvez valha a pena pagar a diferença. O analista não sabia informar (não à tôa, o cara é analista, não oráculo), mas disse que iria falar sobre isso com a minha representante de vendas.

O assunto estaria parcialmente resolvido, não fosse o email que recebi da representante de vendas imediatamente depois, dizendo que eu deveria aguardar a entrega do notebook com Windows e negar o seu recebimento para então conseguir o notebook sem o sistema da Microsoft.

“Tá, é o preço que se paga por não querer o bicho no seu computador, e daí?”

E daí que tanto a Microsoft quanto a transportadora são parceiras da Dell, e logo a Dell possui um melhor relacionamento com elas do que com um cliente que está realizando a compra pela primeira vez. E, surpreendentemente, todo o ônus da mudança do pedido está caindo sobre os ombros do cliente.

Parece, posso estar enganado, que estão apostando pra ver se eu vou querer ficar com o equipamento devidamente janelizado quando ele chegar. Se colar, colou, mais um cliente “satisfeito” e vamos que vamos. Fica como lição que, para muitas empresas, o cliente pode até ter razão, mas que sua razão pode ser corrompida por um mês a mais sem o equipamento que lhe é necessário ou alguns sobressaltos desnecessários quando se quer fazer valer seus direitos.

Mas que fique claro a tais empresas que existem clientes que se sentem insatisfeitos quando se tenta corrompê-los.

17:40?

21 maio

Ansioso como só eu sou, às 17:55 liguei para o atendimento Dell na esperança de conseguir contato com o incógnito analista nível 2, que, havia me esquecido de dizer no post anterior, tinha prometido novo contato às 16h.

Sortudo que só ele, nessa bela sexta-feira — assim como em todos os outros dias da semana — ele saiu do trabalho às 17:40. Vinte minutos antes de uma pá de gente; quinze minutos antes de eu pegar o telefone.

Tá, convenhamos, fui um pouco azarado (pouco?), mas não custava nada ele ter me ligado no horário prometido, ou ainda mesmo ter ligado para o meu celular. De resto, descobri que as tais 48 horas são 48 horas úteis, e que agora, pra meu desespero, o contato do temido analista nível 2 só ocorrerá depois de segunda-feira, 8 da manhã.

Pelo menos descobri o nome do cara, seu ramal e email. Acho melhor mandar um “oi” pra estabelecer uma boa relação com o sujeito.

Em tempo, a atendente redirecionou a ligação para o ramal, sim, e de fato ele não estava lá.

Até segunda-feira. Ou não.

Só pra constar

21 maio

Ontem, ao falar com a atendente e deixar os meus números de telefone para contato, fui bem específico e disse: “veja bem, estou deixando o meu número residencial só por desencargo de consciência, quase nunca estou em casa e recomendo que vocês tentem me contactar via celular.”

Ganha um doce quem adivinhar para onde o misterioso analista nível 2 ligou.

E sim, eu não estava em casa. Em vez de ligar para o meu celular, disse que ligava mais tarde.

Vejamos, né.

A saga do reembolso do Windows, capítulo 1

20 maio

Há cerca de dez minutos liguei para o atendimento da Dell, buscando informações sobre o reembolso do Windows 7 que virá instalado em um notebook que comprei com eles. Este, bem curtinho, é o primeiro capítulo da saga.

A atendente a princípio não sabia informar qual o procedimento padrão, fora se informar e me deixou aguardando no telefone por um curto tempo, coisa de dois minutos, nada que me irritasse. Voltou com a seguinte resposta: a “mídia” do sistema operacional estaria atrelada ao aparelho, sendo portanto impossível o reembolso (“mídia” é meio que uma buzzword entre os atendentes do setor de informática, então você nunca sabe se eles estão se referindo a uma eventual mídia mesmo ou se eles colocaram a palavra no meio do bolo só pra ficar bonito.) Partindo da definição convencional de mídia, argumentei que ela por si só não atrela nada e coisa alguma a ninguém, o responsável por isso é o código serial da licença. Argumentei também que a licença do Windows 7 prevê tal contato com o fabricante da máquina, ficando a seu critério decidir o que fazer.

Depois de alguns segundos de silêncio, fora-me prometido o contato de um analista nível 2 dentro de 48 horas. Não fazia questão de tanta pompa e circunstância, por mim resolveria a pendenga com a atendente mesmo.

Como diria Júlio Cesar, goleiro da seleção, alea jacta est.